sexta-feira, 26 de outubro de 2007

A realidade passa a fantasia!

Pois é... ir à Moita, por mais nojento que seja, consegue ser sempre uma experiência única!
Este pequeno relato que vou partilhar a seguir é completamente verídico, e acho que consegue ultrapassar em ridículo muitas outras narrativas que eu tentasse criar da minha mente!

Tudo começou normalmente quando tive necessidade de um arranjo mecânico num veículo e depois de procurar entre vários sítios na zona me indicaram um na Moita que, aparentemente, seria porreiro. Na altura praguejei, cuspi no chão e mandei uma série de caralhadas para o ar mas decidi arriscar...

O trabalho foi feito e ontem fui buscar o veiculo, entrei na oficina e enquanto esperava aparece um casal de Moitenses do mais grunho possível, ele com um cabelo banhado em óleo de fritar batatas, camisola de flanela grossa aos quadrados e uma cor de pele que aparentava ser merda barrada embora fosse caucasiano... ela por seu lado com um cabelo comprido de tonalidade preto nojo, três dente inteiros a coroar uma linda boca e um avental daqueles com bolso à frente.
O grunho macho abre a boca e solta qualquer coisa como a seguinte frase:
- Fnhafomasemabooma?
Eu, o Lavradiense (que me tinha dado boleia), o tipo da oficina e a mulher do grunho ficamos a olhar para o animal num modo que não conseguía esconder a nossa incapacidade de o compreender. Ele próprio se apercebeu disso, não sem antes passarem alguns segundos, e voltou a falar:
- Fn-ha fo-m ase-mab oo-ma? - como se por falar mais devagar se tornasse mais fácil de entender!
O tipo da oficina estreitou os olhos e lá conseguiu decifrar o que o grunho disse, é normal uma vez que também ele é da Moita. Óbvio é também o facto de eu e o Lavradiense termos ficado sem saber qual a pergunta feita...
- Isso é lá na avenida principal, têm que ir à agência XXXXXXX! (não vou fazer publicidade a merda nenhuma na moita, foda-se!!!)
A grunha pareceu satisfeita com a resposta levou dali o esposo e aquela situação passou-se.
Depois fomos ao Modelo da Moita, onde fomos atendidos por uma fêmea moitense que mais parecia um ogre do Senhor do Anéis, caso ela um dia peça uma rebarbadora e consiga desbastar a puta da barba de certeza que se fazem dali muitos esfregões de palha de aço!!!
Ao sair da Moita chegamos ao carro para nos deparar com outra situação só possível na moita. Estava um AX vermelho completamente fodido parado em frente a nós e com dois pilares de cimento ao lado, o dono aparece de seguida enquanto nos preparávamos para seguir caminho. Um moitense do mais alto calibre com calção curto (embora estivesse frio!), manga cava, e belo do sapatinho de ir ao cu ao passarinho! Puxa da chave entra na "máquina" engata uma marcha-atrás vira o volante todo e... mama um pilar de cimento!!! Mas o animal não ficou por aqui! Parou olhou e viu o que fez, depois encheu o peito de ar e carregou no acelerador! Poste com o caralho, lado do carro com o caralho mas tudo bem... ao ouvir o barulho cá fora, sai da casa em frente aos postes uma velha enrugada e de linda voz que chilreia o seguinte:
- Filhas da puta!!! Desde que mandei por aqui os postes que os fodem todos os dias paneleiros da merda!
O tipo do AX para o carro, sai e volta atrás para recolocar o poste de pé e no sitio! A velha, apaziguada por ver o poste de novo erecto, volta contente para casa.
Eu e O Lavradiense parecia que tínhamos ido para uma dimensão alternativa, mas conseguimos recompor-nos e voltar a casa.

Sem duvida que a realidade suplanta a fantasia! E a Moita é e será sempre a maior merda do mundo!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Um anão, um canhão.

Outra coisa que me têm andado na mente é esta ideia de "um anão, um canhão".
Como bom tuga tenho um acordar difícil, sempre resmungão e fodido por ter que ir trabalhar e o caralho a sete. Então a questão que se levanta é "que posso eu fazer para melhorar isto?" durante um tempo andei sem ideias mas eis que ao passar pela Moita, e ver mais uma vez a merda que aquilo tudo é, as peças encaixaram e percebi o que tinha que fazer... vou comprar um anão e um canhão para pôr na varanda!
É uma ideia tão genial quanto simples, todas as manhãs à hora de acordar o anão carrega o canhão e dispara-o na direcção da Moita! Assim eu acordo com uma puta duma explosão e de certo vou ficar fodido mas depois é só pensar que mais um bocado de merda foi pelos ares e tudo fica bem!
Complicado é saber onde se vendem anões, de preferência que comam pouco, e que venham treinados, é que não estou com muito tempo para o ensinar onde fazer as necessidades e como disparar o canhão. Será que tem que ser vacinado e registado na câmara?

P.S: Compra-se canhão em bom estado geral, não interessa o ano de construção desde que largue grandes fogachadas.

P.S 2: Vejam isto!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A razão de tudo...

Fico surpreendido por descobrir que há maralha com a coragem de enviar e-mails a perguntar "Mas porque é que não gostas da Moita meu belo cabrão?!?!"
São indivíduos claramente confusos. Em primeiro lugar para saberem o que é um cabrão, seja ele belo ou não, olhem para uma fotografia de família e procurem lá pelos vossos irmãos, pai e avô.
Voltando à questão propriamente dita... a resposta é muito simples: - Moita é merda e que eu saiba ninguém gosta de merda!

Bónus:
"Antes teso no meu cu que ai murcho nas tuas calças!" (Expressão típica moitense)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A famigerada "Operação Cagalhão"!

Já há algum tempo que tenho esta ideia na mente... consiste nada mais nada menos do que pôr as sanitas da Moita a expelir todo o tipo de fezes para cima dos seus proprietários!

É claro que é uma façanha muito audaciosa e seria preciso uma boa quantidade de explosivos, detonadores, relógios de cuco e sei lá mais o quê para que tudo batesse certo! Mas não nos incomodando com isso pensem só no resultado espectacular da coisa:

Localização: Brejos da Moita
Hora: 6:45h
Intervenientes: Analberto Regabofe e sua esposa Estrumelinda Cagatacos (linda por sinal, e sinais tem a vaca muitos!)


Analberto Regabofe acorda e prepara-se para mais um dia duro de desemprego, arrasta-se lentamente até à casa-de-banho e prepara-se para pintar a porcelana. Faz força, inspira, faz força, inspira... raios que este é dos duros e vai-me arrebentar o cagueiro todo! - pensa ele enquanto começa a pensar que não devia ter acordado a meio da noite para se alambazar nos restos da feijoada que ficaram de domingo passado.

- AI AI AI AAUUUUUUUUUUUHHHHHHHHHHHHH - ouve-se a besta a zurrar enquanto larga um tremendo lastro das nalgas!!! Estrumelinda acorda sobressaltada e mete instintivamente a mão na peida a ver se lá andaria o pai ou algum outro familiar, mais descansada pergunta:
- Então Analberto que se passa?
- Foda-se falam de ter filhos, havia de lhes passar um destes pela cona que até se apagavam!

Ainda Analberto estava a massajar a peida para passar o ardor, quando se ouve um brutal estrondo de todas as canalizações da casa, boquiaberto olha espantado para o autoclismo mesmo a tempo de ver o seu tremendo "filho" sair disparado do berço que antes o acolheu. Sem tempo de reacção é apanhado em cheio na testa e o "petardo" desfaz-se e espalha-se pela pequena divisão...
Analberto cai atordoado e da sanita continua a saltar todo o tipo de dejectos e fezes líquidas! Estrumelinda corre e abre a porta a tempo de ver um cenário verdadeiramente assustador...

Agora digam-me lá que isto repetido por toda a Moita não era um cenário idílico?

Onde fica e como chegar lá.

No caso da infeliz ideia de visitar a merda, peço desculpa, a Moita, fica aqui uma pequena descrição de como lá chegar:

- Vindo de norte passar a Ponte Vasco da Gama.

- Seguir sempre até ver as placas indicativas de "Moita".

- Sair para a Moita e seguir até avistar algo parecido com isto:













E pronto acabou de chegar à Moita...